quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Redes sociais e comportamento




Redes sociais: facebook, twitter, instagram, orkut, beautiful people, dentre outros.
Hoje em dia o mundo está conectado. Substituímos a velha e antiga televisão pela internet que hoje é nosso principal meio de entretenimento e notícia. Através da internet o mundo está a um click. Com a expansão da internet vieram também os sites de relacionamentos, cujo tema vamos falar hoje.
A ideia de manter contato com quem está longe é muito útil e interessante. Conhecer alguém por alguns minutos e ter a oportunidade de estender laços com ela sem sair de casa é, além de cômodo, uma ideia atraente. Não tenho dúvidas de que as redes sociais são uma boa ferramenta de interação.


Entretanto, onde existem pessoas interagindo também podem existir conflitos, porque resultam de comportamentos e maneiras de pensar diferentes umas das outras. E isso quer dizer que podem então, não ser assim uma tão boa ferramenta de interação. Correto? Sim e não, pois depende de como cada um se posiciona diante dessa ferramenta virtual. O problema de tudo o que o ser humano possui é o USO que se faz dele. Existem pessoas que fazem um uso positivo das coisas e existem as que não fazem. Como tudo na vida.
É assim com a bebida alcoólica, com o dinheiro, poder, vaidade, beleza, etc. TUDO DEPENDE DO USO QUE VOCÊ FAZ.

E é devido a esse USO que o facebook pode acarretar em algumas pessoas um tipo de "pressão" psicológica que muitas vezes não é percebida por elas mesmas. Isto é, algumas vezes podemos sentir algum "incômodo", ou  "insatisfação" causados pela divergência de opiniões expostas na esfera virtual. Antes nós pensávamos e ficávamos quietos. Hoje em dia, muito do que pensamos nós expressamos através das redes sociais.

As redes sociais nos fazem cobranças sutis de comportamentos que interferem nas nossas relações e PODEM também interferir momentaneamente em nosso estado emocional. 

Desta forma, a interação virtual pode fazer cobranças às pessoas quando elas têm que:

- postar sempre fotos lindas;
- postar felicidade;
- postar as viagens que faz;
- "dar satisfação" se terminou ou não um relacionamento, ou com quem você está relacionando no momento;
- postar esclarecimentos pessoais;
- esperar maior número de curtidas daquilo que se posta;
- pessoas que esperam ansiosamente pela resposta de alguém nas mensagens reservadas;
- ser cobrado para responder rapidamente as mensagens;
- tolerar as afrontas e algumas fotos desagradáveis, as críticas e interpretações em desacordo com a nossa opinião;
- ofensas a religiosos, políticos e ideias filosóficas;
- perder um pouco da sua privacidade, etc.

Todos esses pontos fazem parte da interação do universo humano.

Existem pessoas que usam o face para divulgar trabalho, outras que o usam para se divertir e reencontrar amigos distantes, existem também aquelas que o usam de uma maneira mais íntima e pessoal, mas também existem aquelas que usam como "fake" para serem o que não são, ou para saberem da vida alheia.

O Face foi parar nos consultórios. Aliás, não o Face em si, mas as sensações que as pessoas têm em relação ao que leem nele. "Não sei se excluo ele do face...", "Não sei por que essa pessoa me adicionou, ela nem fala comigo...", "postei uma foto e ela não curtiu", não é mais incomum ouvir pequenas insatisfações referidas às redes sociais.
Nas entrevistas para Avaliações Psicológicas o Facebook também está presente. Quando o entrevistado é questionado se ele faz parte de algum grupo social elas geralmente respondem: "Sim, facebook". É possível perceber nessas respostas a sutil substituição que as pessoas fazem do contato real com o virtual sem perceberem isso claramente. 

Contudo, algumas pessoas são discretas, sutis e reservadas na redes sociais. Depende da forma como cada um interpreta a atmosfera virtual. Faz parte do ato de interagir.

Muitas vezes o Face é a única forma que a pessoa tem de mostrar quem ela realmente é, pois não temos mais "tempo" de parar para ouvir as pessoas e dedicar atenção presencial a elas. E com isso, percebemos que o mundo virtual é também uma forma de suprir  a carência e atrair a atenção dos outros. 

É possível observar que o ponto mais relevante de todos é o tempo que se perde virtualmente. As redes sociais nos mostram que as pessoas têm sim tempo livre. Mesmo que para algumas seja um pouquinho. Talvez um tempo mal administrado.

Trata-se de um espaço  de interação em que as pessoas ainda estão se adaptando e aprendendo a lidar.

Dez passos para desenvolver uma boa interação virtual:

- Evite postar comentários que possam ofender algum amigo da sua lista. Por exemplo, evite fazer comentários desagradáveis sobre homossexuais, grupos políticos, ou evangélicos, se você sabe que têm amigos pertencentes a esses grupos.
- Evite divulgar suas emoções: se está triste, com cólica, com dor de cabeça, decepcionado, com raiva, com febre, etc. Infelizmente, os amigos virtuais não poderão fazer muita coisa quanto a isso. Liga para um amigo de sua confiança e conte para ele como está se sentindo, ele sim vai te ouvir e poder oferecer alguma fala que conforta e respeita suas emoções.
- Não ofenda, não agrida, não troque "farpas".
- Respeite a opinião dos outros;
- Lembre-se que você expressa no Face um pouco sobre si mesmo, sobre suas emoções e traços de seu perfil de personalidade.
- Evite publicar objetos ou bens de valor que você comprou. Seus verdadeiros amigos saberão de outra forma e ficarão muito felizes com sua conquista.
- Procure não publicar frequentemente seu lado sexy e sensual. Aliás muito cuidado com esse critério, pois você pode transmitir a mensagem errada. Seus verdadeiros amigos e familiares sabem o que você tem de marcante.
- Dedique mais tempo para o que realmente é importante: família, pessoas que ama, atividade física, ler e outros. Cuide primeiro do essencial. O tempinho que SOBRAR é possível se distrair nas redes sociais.
- Procure ser elegante: para escrever, para discordar, elogiar e para manifestar qualquer opinião;
- Use o Facebook para o bem e DIVIRTA-SE!

Por uma boa interação virtual.


Mileni Barros.


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Obs.: Falando nisso... (Parte acrescentada ao artigo no dia 22/11/2013).
Achei na internet uma pesquisa que comprova um pouco do que falei. Está aí mais um estudo que aborda o comportamento virtual.
Aproveitem a leitura.
(O texto abaixo não é de minha autoria).

Uso de Facebook não faz o usuário feliz, diz estudo

Washington, 14 ago (EFE).- As redes sociais contribuem muito para que as pessoas se sintam mais conectadas, mas seu uso não as faz, necessariamente, mais felizes, segundo um estudo de usuários do Facebook publicado nesta quarta-feira na Public Library os Science.

De fato, o uso do Facebbok prevê uma diminuição do bem-estar do usuário, de acordo com o estudo da Universidade de Michigan (UM), que é a primeira pesquisa conhecida e publicada que examina a influência do Facebook na felicidade e na satisfação.

"Superficialmente, o Facebook proporciona um recurso valioso para a satisfação de necessidade humana básica de conexão social", indicou o psicólogo social da UM, Ethan Kross, autor principal do artigo e docente associado no Instituto de Pesquisa Social (ISR) da universidade. "Mas, ao invés de realçar o bem-estar, encontramos que o uso do Facebook prevê o resultado oposto, solapa o bem-estar".
"Isto é um resultado de importância crítica porque vai ao centro da influência que as redes sociais podem ter sobre a vida das pessoas", acrecentou outro autor do estudo, o cientista cognitivo John Jonides, da UM.
Para o estudo, os pesquisadores recrutaram 82 adultos jovens, um grupo demográfico central dos usuários de Facebook. Todos eles tinham smartphones e contas de Facebook.
Os pesquisadores usaram a amostragem de experiência -uma das técnicas mais confiáveis para medir como as pessoas pensam, sentem e se comportam momento a momento na vida cotidiana - a fim de avaliar o bem-estar subjetivo dos participantes enviando mensagens de texto, ao acaso, cinco vezes por dia durante duas semanas.
Cada mensagem de texto continha um link para uma enquete cibernética com cinco perguntas: como se sente neste momento? Quão preocupado está? Quão solitário se sente neste momento? Quanto usou o Facebook desde a última vez que te perguntamos? Quanto interagiu "diretamente" com outras pessoas desde a última vez que te perguntamos?
O estudo mostrou que quanto mais as pessoas usavam Facebook durante um período, pior se sentiam depois.
Os autores também pediram aos participantes que qualificassem seu nível de satisfação com a vida no começo e no final do estudo. Encontraram que quanto os participantes ao longo de um período de estudo de duas semanas usavam o Facebook, mais diminuíam seus níveis de satisfação com a vida.
Algo que também é importante assinalar é que os pesquisadores não encontraram provas de que a interação direta com outras pessoas por telefone ou em encontros tête-à-tête influenciam negativamente no bem-estar.
Por outro lado, os pesquisadores descobriram que as interações diretas com outras pessoas faziam com que os participantes se sentissem melhor com a passagem do tempo. 

3 comentários:

  1. Sou Diego.
    Achei seu blog por acaso. Achei legal isso o que escreveu porque eu também passei a me incomodar com as babaquices de algumas pessoas no face. Mas é aquilo, a gente tem que aprender a conviver em todo grupo que nos inserimos.
    vlw.

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  2. Olá, Diego!
    Com certeza, a melhor forma é aprendermos a conviver nos mais variados ambientes, respeitando todos os grupos em que fizermos partes.
    Obrigada pelo comentário.
    Volte mais vezes!!!
    Abração.

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