terça-feira, 13 de agosto de 2013

Não basta ser pai, tem que PARTICIPAR!


Ontem foi o dia dos pais e eu não poderia deixar de postar uma reflexão voltada para eles.

Diante da minha experiência profissional e de vida, através do convívio com variadas pessoas ao longo dos meus jovens anos de vida, rsrs, eu posso afirmar que o número de pessoas que guardam ressentimentos em relação aos seus pais (e aqui me refiro unicamente à figura masculina) é significativamente elevado. A proporção de queixas dos filhos sobre os pais em relação às mães é consideravelmente maior.

Sei que existem pais presentes, dedicados,  mais "mãe" do que muitas mães, e por favor não se sinta indignado se você é um destes, ou se seu pai é. Mas acontece que esse grupo de pais ainda é muito pequeno, apesar da maior consciência cultural de seu atual papel familiar e social.


Ultimamente tenho refletido muito sobre a PATERNIDADE e procurado entender o que os pais fazem, ou deixam de fazer, para não exercerem suficientemente seu papel. E sabe o que observei? Que na verdade, o que a maioria dos pais faz é não fazer: NÃO PARTICIPAM como seus filhos esperam!

A gente poderia citar muitas teorias psicológicas sobre a importância da figura paterna no desenvolvimento da personalidade infantil, como o Complexo de Édipo por exemplo, entre tantas outras. Mas como sei que o leitor pode não compreender todas elas e isso seria extenso demais, vou simplificar esse entendimento.
A FIGURA PATERNA É RESPONSÁVEL PELO DESENVOLVIMENTO SOCIAL DO INDIVÍDUO. LIMITES SOCIAIS E RELACIONAIS SÃO SIGNIFICATIVAMENTE CONTRIBUÍDOS PELO PAI. O pai contribui na formação emocional e psíquica do ser humano. Por isso as consequências comportamentais de filhos de pais muito repressores, agressivos, ou muito permissivos.
 
Bem, mas isso tudo é a teoria. E ninguém fica raciocinando: "meu pai não contribuiu para o meu bom desenvolvimento psíquico e social...".  Não é assim. O que os filhos entendem é o que eles SENTEM em relação aos seus pais. E  afinal, o sentimento que mais os filhos experimentam em relação a eles é o de REJEIÇÃO. Ponto-chave das feridas entre pais e filhos.

O ressentimento que muitos filhos têm em relação ao seu pai, é causado pela REJEIÇÃO experimentada por eles (filhos). Pois são os pais que, quando se separam de suas mulheres, saem de casa e deixam de oferecer o suporte necessário à educação moral, social e emocional de seus filhos. Muitos não saem de casa, mas ainda assim 'rejeitam' seus filhos. Esse rejeitar pode ser interpretado de várias formas. É o negligenciar, é o não cuidar, o não participar, o não se dedicar, o não ouvir, o não conversar... 

Por outro lado, temos a situação dos pais que não foram criados para se dedicarem ao lar e à família. Ao homem geralmente é valorizado o trabalho, o produzir, o pagar as contas. É claro que não podemos deixar de levar em conta fatores sociais, culturais e a era do feminismo a qual vivemos. O homem capitalista, a emancipação feminina, o sentimento de posse que algumas mulheres têm em relação aos seus filhos com a justificativa de que foram elas que carregaram no ventre. A extrema valorização do "ser mãe" acima do "ser pai". Tudo isso contribui de alguma forma para a formação do "pai não participativo". Do homem machão ao homem "quase que sem identidade", pois ele não deve mais ser o machão, a mulher está mandando e trabalhando no "território dele" e além disso, ela pode ter filhos de "produção independente". E o inconsciente coletivo, como fica? O que dizer da repercussão comportamental ao longo de décadas culturais introjetadas no inconsciente de um povo? É por essa razão que o homem pós-moderno tem que se REENCONTRAR, se REDEFINIR.

Poderíamos falar muita coisa sobre esse assunto. É um tema muito rico e para muita pesquisa.

Mas enfim, para terminar, lembro de uma propaganda que passava na televisão quando eu era criança. Engraçado que eu não faço a mínima ideia de qual produto ou serviço se referia a propaganda, mas o slogan marcou minha vida e nunca saiu da minha memória. Dizia o seguinte: NÃO BASTA SER PAI, TEM QUE PARTICIPAR.

Lindo isso né?

Desejo que pais e filhos encontrem seu caminho. 
O caminho do amor, do respeito, do perdão, do companheirismo.

Desejo a você PAI, que seja um homem PRESENTE e PARTICIPATIVO na vida de seu filho. Que você seja CONSELHEIRO, AMOROSO, DEDICADO, ÍNTEGRO.
Desejo que a sua maior preocupação seja fazer do SEU FILHO UMA PESSOA DO BEM E FELIZ!!!

E um viva aos PAIS! Nossos eternos super-heróis!!!

Abração,
Mileni Barros.


2 comentários:

  1. concordo. tenho um monte de amigos que tem um pai bundão. o meu é um bundão.

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