terça-feira, 10 de setembro de 2013

Facebook pode ocasionar superficialidade nas relações


Estou passando aqui para deixar para vocês um texto que li em outro site, sobre a influência das redes sociais na nossa maneira de se relacionar e  viver.

Eu já havia falado sobre esse assunto aqui no Divã (leia aqui), mas é sempre bom agregar novas ideias às nossas.

Leiam, pois o conhecimento é uma forma de despertar maior consciência acerca de tudo que nos rodeia.
(A autoria dessa matéria não é minha. No final segue bibliografia).

Mileni

Facebook pode ocasionar falsa felicidade e superficialidade nas relações

Você já parou para pensar que todo mundo é feliz no facebook? Lá na rede social, é mais fácil se relacionar no mundo virtual do que no real e por vários motivos: você pode idealizar quem é e não se mostrar, pode criar um personagem de acordo com o que acredita que o outro espera de você, é possível esconder sentimentos e mostrar apenas o que se quer. Quando algo o desagrada, pode simplesmente sair ou parar a conversa e não precisa enfrentar situações desagradáveis ou pessoas que não deseja ter contato. É você quem controla a sua rede de amigos e o que as pessoas têm acesso, é uma falsa sensação de controle da própria vida. Pelo menos é o que afirma Mônica Chaperman, psicóloga escolar.
Ela explica que no Facebook se cria uma ilusão de felicidade, pois os contatos são fáceis, as pessoas são ótimas (as que não são, não nos relacionamos com elas), fala-se e faz-se o que se quer, de forma simples, objetiva, sem entrar em detalhes, não se enfrentam os dilemas das relações.

Segundo a psicóloga, o perigo é não conseguir mais se adequar a realidade e viver a virtualidade no dia a dia. "Os adolescentes fazem muito isso. Os amigos são mais virtuais. É comum na roda de amigos, cada um estar usando o seu celular, até conversam entre si e sequer se olham. Estão conectados, mas só que em si mesmos. Será que de verdade estão em relação?", questiona.


Mônica explica que relacionar-se dá muito trabalho, principalmente para uma geração imediatista, em casos mais graves, ela ressalta que as pessoas perdem a capacidade de se comunicar de forma mais verdadeira, de falar e de pensar sobre o que sentem e querem, deixam de expressar seus sentimentos e de encontrar no outro alguém que está disposto a ouvir, a pensar junto sobre algo. "Perde-se o principal da vida que é o viver. Uma hora esse artificialismo aparece e ao dar-se conta disso, gera um grande vazio", alerta.

Na avaliação da psicóloga os motivos mais comuns que levam as pessoas a criarem uma identidade idealizada nas redes sociais é não querer se expor, agradar ao outro e conquistar as pessoas, não em função do que se é, mas do que se acredita que o outro queira. Também existem casos que a pessoa quer se parecer com o que de fato gostaria de ser: bonito, corajoso, inteligente, comunicativo, com um senso de humor refinado, crítico e outras coisas valorizadas hoje em dia. 


(HÁ QUEM PENSE DIFERENTE).

Dilton Ribeiro do Couto Junior é pedagogo, mestre e doutorando em educação e pesquisa fenômenos da cibercultura. Também é autor do livro: "Cibercultura, Juventude e alteridade: Aprendendo - Ensinando com o outro no Facebook". Ele relaciona a rede social sob outro ponto de vista: "As redes sociais e os diversos espaços físicos das cidades são indissociáveis. Digo isso porque as relações nos espaços físicos podem ser potencializadas nas redes sociais, e o contrário também é possível, muitos jovens interagem no Facebook também para marcar encontros com seus amigos fora da rede", opina.
O professor ressalta que, com os dispositivos digitais móveis com acesso à internet, a sociedade está cada vez mais conectada e muito mais presente nas relações que estabelecem. "Isso significa que estejamos distantes dos nossos amigos? Pelo contrário", defende.


Para Dilton Ribeiro o Facebook é um lugar de encontro com o outro. "O prazer de estar junto, de compartilhar as novidades e os acontecimentos da vida certamente são motivos que desencadeiam os incontáveis diálogos na rede. Não há dúvida de que as práticas sociais vêm sendo mediadas também pelas tecnologias digitais, e por isso considero o Facebook um lugar privilegiado para aprender e ensinar com o outro", conta. 


Na opinião de Carlos Esteves, psicólogo do Núcleo de Terapia por Contingências de Reforçamento de Curitiba, definir o conceito de felicidade não é uma tarefa simples, no entanto há perspectiva de que as pessoas podem se sentir felizes quando estão interagindo virtualmente. Neste sentindo, o sentimento de felicidade tem uma relação direta com o conceito de "liberdade" e "controle" sobre suas expressões (manifestações).


Um ponto importante avaliado pelo psicólogo é quando o indivíduo apresenta um aumento progressivo de tempo dedicado à atividade virtual em detrimento de uma redução nas atividades em ambientes externos. Por exemplo: deixar de aceitar convites de encontros com os amigos para permanecer em casa conectado; ou por ter passado a madrugada conectado deixa de ir a um churrasco com os amigos para ficar dormindo durante o dia. 


Disponível em: http://br.mulher.yahoo.com/facebook-pode-ocasionar-falsa-felicidade-e-superficialidade-nas-183900078.html?page=all
Acesso em: 10/09/2013


Minha opinião (Mileni): Como disse aqui no post que publiquei anteriormente, acredito que o problema não esteja nas redes sociais em si, pois são uma ferramenta útil de interação e divulgação, mas no MAU USO que se faz delas. É algo que precisamos aprender a lidar. -> Mileni



 

 

 

4 comentários:

  1. Tô com você, pequena gigante! O facebook é até útil, porém pra quem sabe usa-lo.

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    1. Oi lindona!!! Saudade! Que bom q vc está acompanhando o Blog.
      Bjãooo

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  2. Saudade tbm! Acompanho sempre, sou fã ! rs Beijo

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