quinta-feira, 6 de março de 2014

Razão ou emoção? Que dúvida!



É muito comum as pessoas apreciarem o "jeito racional de ser". Alguns priorizam a razão como se as emoções fossem algum sintoma negativo. Outros por sua vez, se desesperam porque costumam ser tomados pelas emoções e não conseguem controlá-las como deveriam. Desde a antiguidade, a razão (entenda o estado racional de espírito) é algo apreciado e valorizado nas mais variadas culturas, sobrepondo inclusive, às emoções. Consequentemente, caímos nesse dualismo: razão ou emoção? Como agir? O que priorizar?

O excesso de racionalidade, ou seja,  a não EXPRESSÃO das emoções, pode interferir nas nossas relações mais próximas, assim como as emoções negativas e exageradas tendem a trazer consequências pouco apreciadas por nós no dia a dia. 


Primeiramente, precisamos compreender que não existem pessoas "dotadas de racionalidade", mas existem pessoas que exercem autocontrole e domínio sobre si mesmas. Até mesmo aqueles que emitem um comportamento muito racional e pouco emotivo o fazem movidos por alguns sentimentos: o medo de demonstrar suas emoções, ou o medo de parecerem ridículos aos olhos dos outros, ou por timidez, ou pela maneira como foi educado em casa, temperamento, entre outras razões. Não importa o motivo pelo qual alguém é sempre racional, por trás de toda a sua racionalidade existem causas emocionais. 

Por mais autocontrolados que sejamos, é normal que às vezes também sejamos tomados emocionalmente.

Emoções descompensadas não nos agradam e não faz bem, mas não demonstrá-las também. É difícil lidar com a pessoa que está sempre com as emoções à flor da pele, assim como é difícil se relacionar com aquela que  nunca sabemos o que está sentindo porque ELA NÃO DEMONSTRA, seja através da fala ou da expressão facial. 

Portanto, nem tanto razão, nem tanto emoção. Que tal o EQUILÍBRIO? Que tal experimentarmos do autocontrole? Que tal dominar as emoções nocivas e liberar as emoções positivas? Nossas emoções podem ser educadas e direcionadas para as razões adequadas.

Ao receber uma boa notícia: EMOÇÃO (pule, vibre, sorria abertamente...)
Ao sentir raiva (não importa se você está certo ou não): AUTOCONTROLE
Sentiu ciúmes?  AUTOCONTROLE
Está se divertindo?  EMOÇÃO (alegre-se muito).
Foi ofendido? AUTOCONTROLE
Vai viajar, passou em alguma prova, vai tirar férias? EMOÇÃO. Entusiasme-se claramente; vibre com todas as suas forças.
A comida é gostosa, a cama está confortável, o som está agradável? EMOÇÃO. Deleite-se!
Foi injustiçado? Está decepcionado? AUTOCONTROLE.
Está interessado em alguém? Ela(e) ainda não sabe? Não importa: EMOÇÃO. Demonstre!
Está apaixonado? EMOÇÃO. 
É uma paixão improvável? AUTOCONTROLE.
Com pouca paciência: AUTOCONTROLE
Sonhando acordado: EMOÇÃO.
Saudade: EMOÇÃO.
Gostou? Faz bem? EMOÇÃO!

Com as emoções no lugar certo, não precisamos nos preocupar sempre com a razão.

Mileni Barros






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