terça-feira, 3 de março de 2015

E você, como vê?


Nos últimos dias as redes sociais divulgaram a foto de um vestido em que as pessoas viam-no com cores diferentes. Branco e dourado, ou preto e azul? As opiniões divergiam e aqueles que viam uma determinada cor não entendiam como os outros o viam de outra cor completamente diferente. A polêmica tomou proporções mundiais.

As explicações neurocientíficas foram dadas nos devidos noticiários, que informaram que esse é um fenômeno natural do cérebro para identificar a luminosidade. (Para mais detalhes clique AQUI).

Entretanto, podemos tirar outras conclusões e trazer algumas reflexões sobre a nossa maneira de perceber o mundo e as demais coisas ao nosso redor. 

Afinal, o que a polêmica do vestido nos ensina?

- Que aquilo que é uma verdade para uma pessoa, pode não ser para outra. Cada um capta os estímulos ao seu redor de maneira diferente e isso influencia nossa cosmovisão e, consequentemente, tem reflexos em nossa maneira de agir.

- Que nem tudo que parece é. Pode parecer óbvio, mas muitas vezes insistimos em convencer os outros a verem as coisas como nós vemos, quando nem sempre a nossa alternativa é a melhor.

- Ensina também que a nossa percepção pode nos enganar.

- Que a nossa mente interpreta as situações de formas variadas e o nosso cérebro pode usar mecanismos diferentes de respostas, variando de pessoa para pessoa, inclusive nos oferecendo interpretações contrárias à realidade.

- Que nem sempre há certo e errado, mas simplesmente maneiras diferentes de enxergar.

- A polêmica do vestido nos ensina também que, achar o outro um "estranho" só por que ele não vê como nós vemos, é um julgamento precipitado e que ainda temos muito para progredir nesse aspecto.

- Que julgar o outro sob a nossa ótica é uma falha, porque a nossa ótica pode não ser a mais correta, ou a melhor, mas apenas mais uma entre várias.

Isso explica por que julgamos tanto os outros e as situações ao nosso redor.

E explica também por que aquilo que é um problema para uma pessoa não é para outra. A compreensão desses pontos nos permite um olhar mais cuidadoso em relação às pessoas, para que nós suspendamos nosso julgamento e assim busquemos entender, de fato, as atitudes daqueles que convivem conosco.


Na verdade, as perguntas que o referido vestido nos deixa são outras:
Qual é a cor da vida pra você? Como você vê as situações e as pessoas ao seu redor? Quais são as cores que têm colorido o seu mundo?


O nosso olhar diz muito sobre nós mesmos!

Mileni Barros




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