segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Pense magro e conquiste o bem-estar físico e mental

(Imagem Google)
Escrito por Mileni Barros
Psicóloga & Coach
Hipnose Terapêutica

Uma das razões pelas quais as pessoas não conseguem manter dietas é por que não treinam a mente para a manutenção do novo estilo de vida alimentar adotado. Querer é fundamental para a realização de qualquer objetivo, sendo a motivação o combustível essencial para a manutenção dos passos daquilo que queremos alcançar. A motivação vem do treino diário que oferecemos a nossa mente. Se você quer alimentar seu corpo corretamente, precisa também alimentar sua mente dos pensamentos adequados para se manter motivado. 
 
Fazer dieta, ou, simplesmente adotar um estilo de vida alimentar saudável requer foco, disciplina e objetivos bem delimitados. A reeducação alimentar ensina muito a quem a faz e traz consigo muitos benefícios: melhora da autoestima, desenvolve a capacidade de ter disciplina, ajuda a superar obstáculos e situações que poderiam impedir os objetivos. Enfim, a reeducação alimentar faz a gente dizer pra si mesmo: "eu consigo me superar". 

O contrário também acontece toda vez que não conseguimos manter uma dieta por longo período, fazendo com que a gente se sinta menos apto a cumprir nossos objetivos, acarretando a sensação de frustração e até baixa autoestima. Consequentemente, criamos uma crença limitante que sabota nosso potencial de superação.

É muito comum algumas pessoas acharem que dieta não combina com elas, por já terem desistido de outras no meio do caminho, ou por já terem tentado de "tudo". E nós profissionais da saúde percebemos que há sim um investimento da pessoa nessa área, mas quando começamos a investigar cautelosamente o comportamento da pessoa em relação a sua vida alimentar, percebemos que a maioria não se importa em investir num pequeno e importante detalhe: a mente. Pois é nela que o maior investimento acontece.

Se a pessoa quer emagrecer, ou desenvolver um físico atlético, ela precisa dar os primeiros passos na renovação de seus pensamentos e com isso estabelecer novas conexões neurais.

Em relação aos aspectos alimentares, é importante salientar que, geralmente, o ato de se alimentar está relacionado a alguma emoção. É o que chamamos de "comer emocional". Ou seja, comemos por que estamos ansiosos, com medo, ou com sentimento de culpa, raiva ou tristes. Comemos também por que a comida já está na mesa esperando ser saboreada por nós, ou por que o prato está bonito, ou por que o aroma está atraente e insinuador. Tudo isso são formas de expressão do "comer emocional". É importante lembrar também que o estresse estimula o hormônio chamado cortisol gerando em alguns a chamada compulsão alimentar.

Assim como o ato de se alimentar é influenciado pelas emoções, ele também pode ser influenciado pela mídia, através do marketing e propagandas, além do padrão de beleza cultural.

É importante que as pessoas identifiquem qual é a influência mais forte sobre seus hábitos alimentares, contribuindo para desfazer associações negativas em relação à comida. Devem também fazer exames clínicos previamente para descartar qualquer possibilidade de diagnóstico que tenha influência no quadro alimentar, pois isso é essencial para a obtenção de um prognóstico favorável.

Outra informação relevante ao se treinar a mente para novos hábitos alimentares é saber diferenciar a fome física (a fome acusada pelo estômago), da vontade de comer e do desejo incontrolável de comida. Quando temos vontade de comer algum alimento o qual não temos fácil acesso a ele, a nossa vontade pode ser distraída mais facilmente com alguma atividade, ou outro alimento similar. O que já não acontece no desejo incontrolável de comer, que cessa apenas com o consumo exagerado daquele alimento alvo do desejo.

Quando a pessoa identifica a origem da sua fome e a relação que ela pode ter com alguma emoção, ela está dando os primeiros passos em direção ao treinamento que a sua mente deve receber para a disciplina alimentar.

Saiba, então, quais estratégias mentais se deve utilizar pra treinar a mente para emagrecer ou para desenvolver um corpo mais atlético:

1- Eliminar os condicionamentos negativos em relação à comida. Exemplo: comida como sinônimo de fartura, festa, prazer, alegria, ansiedade, raiva, culpa, entre outros já citados anteriormente.

2- Desenvolver o poder de decisão diariamente. Devemos ter bem delimitado que fazer dieta, ou reeducação alimentar, não provém de um sentimento específico, mas de uma decisão.
(Temos um artigo que fala sobre esse tema aqui no Divã. Clique aqui: Poder de Decisão).

3- Desenvolver nova rotina, ou a inserção de novas atitudes dentro da rotina habitual, priorizando atividades adequadas para a manutenção do novo hábito.

4- Identificar crenças limitantes e autossabotadoras.

5- Criar uma projeção mental de como você quer seu corpo e sua saúde. Tenha bem especificado em mente o que se ganha com esses novos hábitos, ou seja, quais serão os seus benefícios. Visualize essa projeção mental todos os dias.

6- Ir ao nutricionista e montar um plano alimentar ponderado e, inicialmente, menos restrito. É um engano querer emagrecer unicamente contanto com a força dos pensamentos positivos se o comportamento não está em coerência com o objetivo que se quer alcançar. A ação voltada para os alimentos certos associada aos instrumentos mentais adequados propiciam um resultado mais satisfatório e efetivo. Portanto, procure um nutricionista.

7- Fazer uma atividade física regular e duradoura. 

8- Se alimentar em intervalos pequenos, de pelo menos três horas entre cada refeição. Procurar se alimentar nos mesmos horários. Quando estiver em casa se alimente sempre no mesmo lugar (cômodo, ou área).

9- Evite se alimentar vendo televisão, ou acessando a internet do computador ou celular.
Tem um artigo aqui no Divã que explica por quê. (Clique aqui).

10- Alimentar-se prioritariamente quando sentir a fome física, com pratos e talheres de sobremesa (se o objetivo for emagrecer), mastigando devagar e soltando o talher sobre a mesa entre cada garfo à boca.

11- Tirar um momento para fazer um relaxamento diário.

12- Mudar a forma de pensar.
Exemplos: "Eu escolho aquilo que como", ao invés de, "Eu como saladas porque está na minha dieta". A mente não costuma aceitar imposições. Quando nós dizemos "eu escolho comer saladas" nossa mente entende que estamos dando um comando aceitável e que nós tivemos o poder de decisão de escolher o melhor alimento. Ao contrário de quando justificamos com "... porque está na minha dieta", a mente costuma rejeitar por não aceitar obrigação. 
Outro exemplo: "eu poderia comer doces, pizzas e lanches, MAS eu escolho alimentos saudáveis porque quero ter um corpo mais bonito e saudável". 

13- Faça psicoterapia. 
Procure um profissional capacitado que trabalhará o autocontrole e a autoconfiança, além de usar instrumentos de reprogramação mental adequados para cada situação. Seja assíduo durante o processo psicoterapêutico e usufrua dos efeitos favoráveis do tratamento.

Invista em você!

Mileni Barros
Psicóloga



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