sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Como recuperar o controle emocional diante de situações desafiadoras



 
Escrito por Mileni Barros
Psicóloga & Coach
Hipnose Terapêutica


Nem sempre conseguimos manter o controle emocional o tempo todo porque algumas situações possuem um componente emotivo mais intenso, podendo causar tristeza, abatimento e irritação. A forma ideal para ter equilíbrio emocional nos momentos desafiadores e que tendem ao desequilíbrio, é exercitando a estabilidade emocional ao longo de um dia comum, mesmo fora das situações de estresse e de oscilações emocionais.  Ao treinar a nossa estabilidade emocional de forma contínua conseguimos retornar a esse estado de equilíbrio quando as coisas fugirem do nosso controle emocional. 


Quando a gente está diante de um sofrimento ou conflito emocional, a primeira coisa que a gente precisa fazer é ficar consciente das dificuldades que estamos passando. Isso quer dizer estar consciente de si mesmo, ou seja, do que está por trás do que você está sentindo e fazendo. E não simplesmente “saber que estou passando por um problema”.


Então, organize seus pensamentos e responda atentamente: - Qual é a minha real dificuldade diante desse problema? Se tiverem mais pessoas envolvidas, procure pensar naquilo que é desafiador apenas para você e evite responsabilizar terceiros pelas suas emoções.

Responda também: 
- Eu estou com dificuldade de aceitar o que aconteceu? 
- Sinto necessidade de falar algo que não consegui falar? 
-Estou me sentindo envergonhado, injustiçado ou desamparado? 
- Quais decisões eu posso tomar para solucionar meus sentimentos
- Preciso ter uma comunicação mais clara? 
Se faça outras perguntas também pra você identificar qual é a sua real dificuldade em lidar com a situação que tirou o seu controle emocional. 

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Como aumentar a motivação



Escrito por Mileni Barros
Psicóloga & Coach
Hipnose Terapêutica
Você já se pegou começando uma tarefa e não concluindo por não se sentir motivado? Para compreender os mecanismos psicológicos da motivação precisamos entender alguns fatores que impedem sua constância. Segundo estudos recentes da psicologia, existem três sabotadores da motivação. São eles:

   1-  Falta de autonomia, ou seja, sensação de que você não é plenamente responsável por aquele objetivo. 

   2-  Sensação de que a tarefa não tem tanta utilidade assim.

  3- Dúvida sobre sua capacidade em fazer ou sobre sua capacidade em manter-se motivado. Neste caso, a pessoa começa a achar difícil, passando a acreditar que não consegue e, por isso, desiste.

Se você não está conseguindo se motivar, é possível que uma dessas razões esteja ocupando espaço na sua mente e consequentemente influenciando sua motivação.

Mas então, como mudar isso e se tornar mais motivado?

  - Responda para si mesmo: o quanto você se sente totalmente responsável por aquilo que se propõe a fazer? Sente-se gerenciando seu comportamento e os resultados que pode obter através dele, ou você conta com os esforços de terceiros para alcançar resultados favoráveis? Analisar esses pontos é importante para trazer autonomia por aquilo que se faz. 
   Responda também mais uma pergunta: você está plenamente consciente dos benefícios que seus motivos podem lhe trazer? Lembre-se, motivação advém de motivos. Acreditar que o poder de decisão em fazer um objetivo se manter é unicamente nosso, faz com que a gente dependa basicamente dos nossos esforços, pois se não nos sentirmos responsáveis por uma meta, não nos comprometemos com ela e, por conseguinte, nos desmotivamos. 

   - Valorize o que você faz. Geralmente, as pessoas só se mantêm motivadas quando valorizam aquilo que fazem ou aquilo que querem adotar como comportamento e hábito. Ou seja, é preciso desenvolver valor intrínseco naquilo que é o objetivo a ser alcançado. Então reflita: o que eu ganho com isso? Porque isso é bom pra mim? Mentalize sua resposta todos os dias, pois é importante compreender a relevância dos seus motivos num contexto mais amplo da sua vida. Isso vai aumentar o seu nível de comprometimento e, consequentemente, sua motivação também.

   - Acredite que você é capaz mesmo encontrando dificuldades. Para auxiliar nesse processo de visão da própria capacidade, aperfeiçoe suas competências através da prática, pois ela conduz ao aprimoramento das habilidades pessoais. Quando nos empenhamos em realizar algo, temos que passar por fases de adaptação, e esse processo de adaptar-se conduz à percepção de capacidade, pois a pessoa entende que conseguiu superar fases difíceis para ela. Então, permita-se adaptar acreditando que você consegue e mantenha-se motivado.

Em suma, para você ser mais motivado tenha senso de autonomia, valorize seus motivos e aperfeiçoe suas competências.

Mileni Barros
Psicóloga

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Bate-papo com o leitor




Queridos leitores do Divã,

Devido a muito trabalho por aqui, ficamos por um período sem postagem de artigos, mas isso já está sendo corrigido. Desde que o ano de 2017 começou, novos projetos foram aparecendo e, consequentemente, o tempo foi ficando um pouco mais restrito. Contudo, mantivemos em dia os e-mail's que foram enviados através do contato aqui do Blog. Quero agradecer a todos que, mesmo sem novas postagens de artigos, estavam nos enviando perguntas e mantendo contato. 

Já refizemos a agenda e estamos organizando a postagem de mais artigos para o Divã.

Fiquem ligados. Nos próximos dias terá artigo novo no Divã.

Agradeço a parceria de todos. Lembre-se de nos seguir no Instagram: super_mente.

Um abraço e até nossa próxima publicação.

Com carinho,

Mileni Barros

 
 

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

O Poder da Alegria

 Escrito por Mileni Barros
Psicóloga & Coach
Hipnose Terapêutica

Você sabia que a alegria pode ser desenvolvida e que você tem potencial para expandi-la dentro de si? Quando alguém passa por situações positivas e agradáveis, o cérebro estimula a produção de uma substância chamada dopamina, propiciando conexões neurais que estimulam a sensação de bem estar e alegria.


Todavia, sabemos que alguns fatores podem interferir na sensação de alegria, fazendo com que a pessoa não sinta satisfação e bem estar com frequência. Existem fatores explicáveis pela psicogênese, ou seja, origem e desenvolvimento dos processos psicológicos de cada indivíduo; pelos transtornos mentais e emocionais que também interferem nas sensações de alegria; e pelo ambiente em que o indivíduo vive. A depressão, por exemplo, é um transtorno psicológico que afeta significativamente as sensações de alegria, prazer e bem estar. Nosso objetivo é aprender a lidar com as emoções e equilibra-las diante das situações, pois todas são bem-vindas e fazem parte da estrutura psíquica do ser humano, desde a tristeza e o medo, até a alegria. Podemos exemplificar essa ideia através da compreensão do sofrimento humano, o qual podemos extrair grandes lições que fortalecem nossa capacidade pessoal, trazendo consigo considerável amadurecimento emocional.  Enquanto isso, a alegria tem o poder de contribuir nas interações sociais, promovendo motivação diante de dificuldades e amenizando o estresse e a frustração de momentos específicos.

O que as pessoas que são frequentemente alegres têm que outras que se julgam menos alegres não têm? Em linhas gerais, o que vai definir o maior número de sensações de alegria em alguém é a sua "visão de mundo". Algumas pessoas veem o mundo e o que nele há como hostil, duro, difícil, uma luta constante. Também veem as pessoas como traiçoeiras, egoístas e mesquinhas. Em contrapartida, existem pessoas que veem o mundo como algo natural em que elas mesmas têm que se empenhar para fazerem o melhor por si. Esta maneira de ver o mundo suscita melhor clareza e maior autorresponsabilidade, trazendo consequentemente, mais leveza e alegria de viver.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Como superar a dor da perda





 Escrito por Mileni Barros
Psícóloga & Coach
Hipnose Terapêutica

Todos nós já passamos por situações em que perdemos algo ou alguém muito importante na nossa vida. Existem diferentes tipos de perda: a de um parente ou pessoa querida no sentido de falecimento, perda no sentido de afastamento ou rompimento, perda de um emprego, de um ideal, de uma fase da vida, entre outros. Todas estas perdas geram consequências em nosso comportamento, visto que precisamos reestruturar nossos pensamentos e nos adaptar ao novo que se apresenta diante de nós. 

Geralmente, temos a tendência a resistirmos a qualquer forma de perda, mesmo que ela seja racional e consciente, que dirá uma perda forçada e inesperada. Este tipo de perda nos traz dores e influenciam nossas emoções por um bom período. Tudo aquilo que precisamos abrir mão significa um tipo de perda, por isso, dependendo do significado que tem para a pessoa, pode ser tão doloroso.

Após a perda, as pessoas passam por um processo psicológico conhecido como "Fases do Luto", que são as seguintes: negação, raiva, negociação, depressão e aceitação. O luto varia de um indivíduo para o outro, mas dependendo da situação e do grau de envolvimento da pessoa com o que se perdeu, pode durar por até dois anos aproximadamente.

Então, como fazer para superar a dor da perda?


1º - Converse com alguém sobre sua perda e dor

Conte para uma pessoa de sua confiança tudo o que há de mais profundo no seu coração em relação ao sentimento de perda. Faça isso durante um momento e com um objetivo definido. Se for preciso, converse com essa pessoa quantas vezes forem necessárias, inclusive em dias variados se sentir necessidade. Contudo, procure não ficar falando o que sente toda hora, tampouco para todos que se aproximarem de você.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Áudio: Como ser mais produtivo



Este áudio é de uma participação que faço no Programa Show da Tarde sob o comando do radialista Robson Araújo, Rádio Itaperuna, no quadro Divã no Rádio que acontece toda segunda, quarta e sexta-feira, às 15h, o qual venho sendo prestigiada com o carinho e audiência de muitos. Quero agradecer a todos que participam desse projeto, desde os profissionais da rádio até os ouvintes. Nada seria possível sem vocês. Nossa parceria tem sido tão positiva que merece ultrapassar as ondas do rádio, por isso divido com vocês aqui no Divã.
O tema deste dia foi "Como ser mais produtivo". 

Boa escuta a todos e sintam-se na rádio comigo.

Abraços radiofônicos,
Mileni Barros



 



segunda-feira, 27 de junho de 2016

Como lidar com pensamentos ruins




 Escrito por Mileni Barros
Psicóloga & Coach
Hipnose Terapêutica

Às vezes pensamentos ruins invadem a nossa mente e ficamos tomados pelas sensações desagradáveis que eles podem nos proporcionar. Não gostaríamos de ter pensado determinadas coisas, mas quando percebemos já pensamos, e então, o que podemos fazer quando pensamentos ruins invadem a nossa mente?

A primeira coisa importante a ser compreendida é que se não quisermos pensar coisas desagradáveis, precisamos, então, dar foco e concentração a nossa mente. Uma mente divagante, que é comumente tomada por pensamentos ruins, demonstra que está sem direção. Por isso, é preciso direcionar a mente para ela corresponder aos estímulos recebidos.

A mente focada não trabalha com a ordem "não pense 'nisso' ", mas com o princípio "pense sobre 'tal coisa' ". Portanto, para evitar pensamentos negativos e despropositados, procure pensar diariamente nos seus objetivos e em suas tarefas, pensando também naquilo que gosta, nas suas qualidades, nas pessoas que você ama e tem simpatia, meditando na letra de uma música agradável, relembrando um verso importante, ou, qualquer outra coisa que faça sentido para você. 

É importante também desmistificar o entendimento de que todo pensamento é real. Pensamentos são ideias e nem toda ideia é real, pois algumas se formam a partir da fantasia. Por isso, separe os pensamentos que deve acreditar, daqueles que não deve, pois não é preciso acreditar em todo pensamento que vem à mente. Ou seja, embora o pensamento ruim exista, não se deve acreditar nele sempre.

Além disso, para lidar com pensamentos ruins é importante não remoer problemas cotidianos porque isso vai gerar mais pensamentos ruins. 

A outra alternativa mental para amenizar pensamentos desagradáveis é desenvolvendo o hábito de não reclamar, pois quanto mais a pessoa reclama, mais pensamentos ruins terá. E eles podem continuar se reproduzindo por semanas depois, diante de longas reclamações. Portanto, não reclame e evite fazer críticas negativas com frequência.

Volte sua percepção e atitude para aquilo que é bom e produtivo: converse com amigos, pratique uma atividade física, planeje como você vai fazer para realizar os seus objetivos e se lance na ação desse planejamento.

Desenvolvendo essa postura mental, com certeza vai ser bem mais fácil lidar com os esporádicos pensamentos ruins que aparecerem na mente, diminuindo assim, as chances de viver ansioso e com mal estar emocional. 

Mileni Barros
Psicóloga